Oitenta e cinco anos de “Casamento” do Homem da Meia-Noite com o Carnaval de Olinda: reflexões sobre cultura, branding e a lógica do mercado

  • Veridiana Gonzaga e Silva
  • Julia Alves de Menezes
  • Pedro Paulo Procópio
  • Suzana Ferreira Paulino

Resumo

É difícil lembrar de Olinda e não associá-la às suas ladeiras, seu Carnaval e bonecos gigantes, especificamente o Homem da Meia-Noite. O gigante representa a identidade cultural da cidade e é reconhecido nacionalmente como símbolo cultural. A cultura se apresenta como um dos meios de alcançar o público no mercado de geração de valor para as organizações. Diante desse contexto, este artigo se propõe a entender como o Homem da Meia Noite realiza sua gestão de branding, como é pensada a criação de produtos explorando a sua imagem e como o conceito de “mito” passa a ser trabalhado pela agremiação. As informações levantadas foram obtidas através de pesquisas bibliográficas, com uso de livros, artigos, dissertações, entre outros; e pesquisas de campo. Considerando os contextos e teorias abordados, é possível compreender a importância do Homem da Meia Noite para o cenário do mercado cultural e sua entrada em uma nova lógica: a mercadológica.

Biografia do Autor

Veridiana Gonzaga e Silva

Graduada em Turismo pela Universidade Católica de Pernambuco com Pós-Graduação (especialização) em Marketing Estratégico e Vendas pela Faculdade dos Guararapes. 

Julia Alves de Menezes

Graduada em Administração de Empresas pela Faculdade dos Guararapes com Pós-Graduação (especialização) em Marketing Estratégico e Vendas pela mesma instituição. 

Pedro Paulo Procópio

Doutor em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco, graduado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, docente e coordenador de pesquisa e extensão da Faculdade Integrada de Pernambuco, além de membro do Núcleo de Pós-Graduação (NUFA) da instituição. 

Suzana Ferreira Paulino

Doutora em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco com período sanduíche na University of Birmingham no Reino Unido, graduada em Letras pela mesma universidade, docente da Faculdade Integrada de Pernambuco e membro do Núcleo de Pós-Graduação (NUFA) da instituição.

Referências

COELHO, Teixeira. O que é indústria cultural. 22ª reimpressão. São Paulo: Editora Brasiliense, 2007.
XVIII Conferência Brasileira de Folkcomunicação
Recife-PE, 02 a 05 de maio de 2017 – UFRPE/FACIPE
DESLAURIERS, J. & KÉRISIT, M. O delineamento de pesquisa qualitativa. In:
FERRAZ, Maria da Conceição de F. Clube de Alegoria e Crítica Homem da Meia Noite: da criação do símbolo da primeira capital brasileira da cultura. Trabalho de Conclusão de Curso de Pós Graduação. Recife, 2007.
GADINI, Sérgio Luiz; WOITOWICZ, Karina Jainz. Noções básicas de folkcomunicação. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2007.
GASPAR, Lúcia. Patrimônio Vivo de Pernambuco: Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: . Acesso em 12/09/16.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
GOLDENBERG, M. A arte de pesquisar. Rio de Janeiro: Record, 1997.
HOLT, D. Como as marcas se tornam ícones: os princípios do branding cultural. Boston: Harvard Business School Press, 2004.
KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing. 14.Ed. São Paulo: Editora Pearson, 2012.
LUCENA FILHO, Severino Alves de. A festa junina em Campina Grande- PB: uma estratégia de folkmarketing. João Pessoa: Editora Universitária, 2007.
LUYTEN, Joseph M. Folkmídia In: INTERCOM 2002. CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 25. Anais. Salvador, 2002.
MELO, José Marques de. Teoria da comunicação: paradigmas latino-americanos. Petrópolis: Vozes, 1998.
______________________. Luiz Beltrão: pioneiro do estudo em folkcomunicação no Brasil. Ícone, Universidade Federal de Pernambuco. Departamento de Comunicação Social. Programa de Pós Graduação em Comunicação. Recife: Ed. Oito de março, v.1, n.5, 2002.
PIMENTA, Joana. Branding Cultural e Comunicação de Marcas de Moda. Covilhã e Lisboa, Portugal, 2012.
PROCOPIO, Pedro Paulo; LIMA, Maria Érica de Oliveira. Caruaru – Capital do Forró: Reflexões das Indústrias Culturais ao Folkmarketing. Cuiabá, 2015.
SEBRAE. Negócios, cultura e criatividade: guia para empreender na economia criativa. Recife: CCS Gráfica e Editora, 2015.
SOUZA LIMA, Irenilda; LIMA SILVA, Filipe; GOMES DOS SANTOS, Marco Antonio; CARNEIRO LEÃO, Renata Sá. O Carnaval de Olinda como fomento ao
desenvolvimento local: alguns elementos de associativismo e folkcomunicação- Peru: ALAIC, 2014.
Publicado
2017-04-18
Como Citar
SILVA, Veridiana Gonzaga e et al. Oitenta e cinco anos de “Casamento” do Homem da Meia-Noite com o Carnaval de Olinda: reflexões sobre cultura, branding e a lógica do mercado. Anais da Conferência Brasileira de Folkcomunicação - Folkcom, [S.l.], n. XVIII, abr. 2017. ISSN 2236-2924. Disponível em: <http://anaisfolkcom.redefolkcom.org/index.php/folkcom/article/view/35>. Acesso em: 18 nov. 2017.
Seção
GT 2 - Morfologia da Folkcomunicação: Gêneros e Formatos