Mídia e autoritarismo no Brasil: sobre trajetos e marcas discursivas

  • Rachel de Melo Farias
  • Fernando da Silva Cardoso

Resumo

É indiscutível que a mídia possui vasta influência na opinião popular. Assim sendo, o objetivo do presente trabalho é identificar as marcas discursivas deixadas pelo período ditatorial no discurso midiático acerca dos direitos humanos nos dias atuais. Os trajetos construídos nesta pesquisa apontam para notas sobre elementos fomentadores do período ditatorial, tal qual instabilidade política, econômica e social, encontram-se também presentes no discurso atual, sendo reproduzidos pelo sensacionalismo e partidarismo, negando o real sentido e significado da mídia na construção da justiça social.

Biografia do Autor

Rachel de Melo Farias

Graduanda em Direito – Centro Universitário do Vale do Ipojuca – UNIFAVIP/DeVry. Aluna pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares sobre Direitos Humanos (GEPIDH-Mércia Albuquerque/UNIFAVIP). 

Fernando da Silva Cardoso

Doutorando em Direito – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Mestre em Direitos Humanos – Universidade Federal de Pernambuco. Coordenador do Grupo de Estudos Interdisciplinares sobre Direitos Humanos e da Iniciação Cientifica “Direitos humanos, violência e diversidade humana no período ditatorial, no Agreste de Pernambuco (1964-1985)”.

Referências

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Publicado
2017-04-18
Como Citar
FARIAS, Rachel de Melo; CARDOSO, Fernando da Silva. Mídia e autoritarismo no Brasil: sobre trajetos e marcas discursivas. Anais da Conferência Brasileira de Folkcomunicação - Folkcom, [S.l.], n. XVIII, abr. 2017. ISSN 2236-2924. Disponível em: <http://anaisfolkcom.redefolkcom.org/index.php/folkcom/article/view/63>. Acesso em: 23 set. 2017.
Seção
GT 5 - Cidadania e sustentabilidade ambiental, social e cultural