Mangá e cultura pop japonesa no Brasil: impactos dos scanlators e fansubs no mercado editorial do país

  • Nathália Marques de Nóbrega
  • Pedro Paulo Procópio

Resumo

Os animês e mangás se tornaram porta vozes da cultura pop japonesa pelo mundo, criando uma verdadeira comunidade global de fãs, os otakus. As editoras pelo mundo perceberam esse nicho e passaram a investir em publicações traduzidas, sendo o Brasil um deles. Contudo, as editoras não conseguem suprir a grande demanda existente, o que resultou na formação de grupos de fãs que traduzem e distribuem ilegalmente de forma gratuita para outros fãs. Por meio de análise bibliográfica, entrevistas com grupos de scanlators e leitores, foi possível realizar um paralelo entre os impactos causados pelos grupos ao mercado editorial brasileiro, atuando tanto como divulgadores da cultura japonesa, e abrindo o mercado para as editoras, como também como concorrentes diretos.

Biografia do Autor

Nathália Marques de Nóbrega

Bacharel em administração pela Faculdade Integrada de Pernambuco com MBA em Comunicação e Marketing em mídias digitais – Faculdade Estácio FIR. 

Pedro Paulo Procópio

Pós-Doutor, Doutor e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco, jornalista profissional com especialização em jornalismo e crítica cultural também pela UFPE; Coordenador de Pesquisa e Extensão da Faculdade Integrada de Pernambuco (FACIPE), docente de cursos de graduação e pós-graduação dessa IES, além de membro do Núcleo Interdisciplinar de Pós-Graduação (NUFA). Professor também da Faculdade Damas da Instrução ,

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Publicado
2017-04-18
Como Citar
NÓBREGA, Nathália Marques de; PROCÓPIO, Pedro Paulo. Mangá e cultura pop japonesa no Brasil: impactos dos scanlators e fansubs no mercado editorial do país. Anais da Conferência Brasileira de Folkcomunicação - Folkcom, [S.l.], n. XVIII, abr. 2017. ISSN 2236-2924. Disponível em: <http://anaisfolkcom.redefolkcom.org/index.php/folkcom/article/view/71>. Acesso em: 20 set. 2017.
Seção
GT 5 - Cidadania e sustentabilidade ambiental, social e cultural