Multiculturalidade de Elke Maravilha: um estudo de semiologia folkcomunicacional e estética camp

  • Alan Rodrigues de Araújo

Resumo

Este pôster tem o objetivo de analisar a simbologia expressa a persona Elke Maravilha, apátrida, de nenhuma pátria ou do mundo todo. Elke Giorgievna Grunnupp Evremides, ou simplesmente, Elke Maravilha, nasceu em Lenigrado (atual São Petersburgo) a 22 de fevereiro de 1945. Em 1951, Elke, seus pais e seus dois irmãos migraram para o Brasil, terra que era considerada acolhedora para estrangeiros, pela existência de colônias, contudo, seu pai não queria viver em uma colônia, ele veio ao Brasil para tornar-se brasileiro e assim foram morar em uma fazenda de negros, em Itabira – MG.
Assim começa a saga daquela que viria a se tornar um dos maiores representantes da multiculturalidade. Representante da estética camp e com traços folkcomunicacionais. No âmbito da estética camp (LOPES, 2002; SONTAG, 1987) Elke se destaca pelo exagero comparado à fechação, uma esfera de um brega assumido sem culpas. Na semiologia folkcomunicacional (BELTRÃO, 2004) Elke se destaca por combinar elementos artísticos e não-artísticos, mas utilitários e gritantes cuja observação nos coloca em um repertório de signos em que é possível visualizar um mosaico de diversas culturas. Concluímos que Elke se aproxima dos ideais da estética camp e da semiologia folkcomunicacional ao trazer em sua personagem elementos que mostram uma forma de representação multicultural.

Biografia do autor

Alan Rodrigues de Araújo

Graduando em Letras pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

Referências

BELTRÃO, Luiz. O Folclore como discurso. In:______.Folkcomunicação: Teoria e Metodologia. São Bernardo do Campo: UMESP, 2004. p.67-72.
HALL, Stuart. A questão multicultural. Trad. Adelaine La Guardia Resende. In: SOVIK, Liv (Org.). Da diáspora: Identidades e Mediações Culturais. 2ª ed. Belo Horizonte: UFMG, 2008. p.49-94.
Publicado
2017-04-18
Como Citar
ARAÚJO, Alan Rodrigues de. Multiculturalidade de Elke Maravilha: um estudo de semiologia folkcomunicacional e estética camp. Anais da Conferência Brasileira de Folkcomunicação - Folkcom, [S.l.], n. XVIII, abr. 2017. ISSN 2236-2924. Disponível em: <http://anaisfolkcom.redefolkcom.org/index.php/folkcom/article/view/86>. Acesso em: 18 nov. 2017.